SBOT-SP alerta sobre Fogos de Artifício durante as festas juninas

A SBOT-SP, representante no Estado de São Paulo da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), faz um alerta sobre o aumento no número de acidentes causados pela manipulação de fogos de artifício durante o mês de junho, quando são celebradas as tradicionais festas de Santo Antonio, São João e São Pedro.

Segundo dados da SBOT, as queimaduras triplicam e existem registros de 41 óbitos na Região Sudeste. No Nordeste, o número é maior já que as festas juninas são mais reconhecidas por lá: são 48 mortes. Para prevenir esses acidentes, está sendo divulgado um vídeo com as medidas de segurança ao manusear ou soltar fogos, além da divulgação de uma cartilha com orientações.

Todo o material da campanha está disponível no site da SBOT, onde também é possível baixar o folder para impressão e ainda assistir um vídeo educativo. Acesse: http://campanhas.portalsbot.org.br/fogos-de-artificio/.

Os principais problemas causados pelos fogos são perda de dedos ou mesmo da mão por explosões prematuras, além de queimaduras, que comprometem a córnea e podem levar à perda da visão, se ocorrerem nos olhos, além de lesões auditivas.

Crianças e adolescentes também são vítimas

O diretor de Campanhas Públicas e Responsabilidade Social da SBOT, Francisco Nogueira, lembra que embora haja legislação vedando a manipulação de fogos por menores de 18 anos, a lei não é obedecida. Em 23,8% dos acidentados atendidos pelos ortopedistas foram menores de 18 anos, mas a faixa mais atingida é de pessoas entre 19 e 59 anos, onde se concentram 45,2% dos acidentes. Mesmo idosos, com mais de 60 anos, são vítimas frequentes, pois nessa faixa etária ocorrem 28,8% dos acidentes.

As estatísticas mais recentes indicam que a Bahia é o Estado com o maior número de internações por fogos de artifício, com 296 registros, seguido por São Paulo (289 casos), Minas Gerais (165), Rio de Janeiro (97), Paraíba e Paraná (ambos com 61 casos cada), Ceará e Goiás (com 45 casos em cada Estado), Santa Catarina (44 casos) e em décimo lugar no ranking aparece o estado do Pará com 37 casos.

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